minha vida em um blog ? tire suas proprias conclusoes


ei , só um recado

SE TE INCOMODA, NEM PRECISA VIR  AQUI OK... VAI LER OUTRA COISA....

Escrito por Mário às 23h04
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um menino intransigente

Mesmo eu tendo escrito umas coisas meio melancolicas aqui, tem coisas que são simplesmente hilárias e é lógico que na minha nova temporada de bloguista eu não poderia deixar de compartilhar com os senhores. Lembram de um incidente que aconteceu comigo no carnaval? De um cabresto e tal? Pois bem, durante uns três meses eu fiquei muito de boa, na minha, pois não foi por mim que a tal historia não foi pra frente, eu não queria e nem estava exigindo nada, estava letárgico e queria ficar assim por um tempo, até que nos benefícios da tecnologia moderna, ela veio e me apareceu, querendo mais uma chance, pra saber se a historia iria pra frente ou não. Eu não queria. Mas, é isso vai soar alto piedoso mas foda-se, eu estava carente. Muito. Uma historia da páscoa tinha me deixado com raiva, mas eu não ia apelar pra nada. Ia ficar na minha.

Não podia negar que me sentia atraído por ela, era companhia agradável, beijava bem , tinha interesse no meu adorável mundo de estudantezinho de historia, e o papo fluía por horas, e com a minha carência queria marcar um segundo tempo. E num dia de muita tristeza , eu voltei da faculdade e liguei pra ela, querendo que fosse amanhã o grande dia. Ela riu. Dias depois , uma coisa aconteceu e minha situação mudou e expus pra ela, usando da razoável intimidade que possuía

Ela estranhou, disse que queria mais uma chance e eu disse que não poderia ficar com uma pessoa que tinha o caráter flexível como um papelão. Alguém que mal presta atenção ao lado, não pode se dizer boa. Acho que taí o problema. O problema é que eu tenho caráter demais e não tenho estomago pra essas coisas mais. A vida tinha passado a  sorrir pra mim e eu não teria tempo pra pequinesas e ainda não tenho.Mais um que foi deletado da minha vidinha

Escrito por Mário às 23h02
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Parte III e chega de falar disso

De uma hora pra outra, o meu pai se tornou alguém minusculamente pequeno. A noticia da morte da minha tia, sua irmã , mexeu em algo muito profundo dele, pra não dizer que matou uma das poucas certezas que ainda lhe restavam. Ele tinha acabado de perder o leme de sua vida, a pessoa que sabia de absolutamente tudo ,que orientava , que assistia, que tinha a paciência que faltava. Eu não tenho paciência com o meu pai. Trabalhamos juntos, e por muitas e muitas vezes não saímos no braço por graça do nosso senhor. Relevo muita  ofensa gratuita por algo maior que eu nem sei reclamar. Mas ele meio que se superou depois do passamento da minha tia. Uma de suas características mais marcantes, é ofender todo mundo que estiver na sua frente. Ofende, diz as maiores barbaridades, e depois quando a ficha cai, se arrepende. Ele se encontra nessa situação, mas sei lá como eu estou tendo toda a paciência do mundo com ele. Não toco no assunto e tratamos de trabalho, mas haja paciência. Paciência que eu não ando tendo com o meu padrinho.

Meu padrinho trabalhou por uns vinte anos em um banco, foi demitido por ter se tornado um velho e desde então é tratado como se fosse um debiloide, pela minha tia e pelo meu pai. Foi tratado como um limítrofe , e depois do banco, tornou-se ainda pior.

Meu pai deixa muitas incumbências para ele, no entanto, ele não consegue fazer nenhuma delas, e automaticamente me liga pra perguntar até onde assina o nome . Não ligo de ajudar, mas digamos que ele ultrapassa a linha de dependência deslavada. Liga em horários absurdos, quer que viva para ajudar e isso anda me tirando do sério. Que minha tia me de a paciência que anda faltando. Caraca, ando cansado. Mas há de se resolver....



Escrito por Mário às 18h31
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Recebemos a noticia na sexta de manhã, umas cinco e meia da manhã e minha mãe e meu pai foram ao hospital, e pouco depois das nove, a velha estava de volta e fomos para lá, e eu meio que fui refletindo minha vida, com minha garganta completamente tapada do jeito que estava. Lembrando de canta canto da rodovia dos bandeirantes de uma maneira muito antiga ao mesmo tempo que era próxima demais. Caramba, quantas e quantas vezes , eu passei por aquela estrada, parei no posto Topázio, comi algo e segui viagem no expresso de prata. Invariavelmente na companhia dessa minha tia , ou de minha tia Julia. Ambas mortas.

Chegamos na cidade, e lá estava o meu tio esperando por quem viesse no velório vazio. Fazia frio, sentia minha garganta ficar cada vez mais tapada. Olhei para o caixão, e lá ela estava. Usava uma calça de sarja e uma blusa de lã branca, parecia serena. Fiz meu sinal da cruz, minhas orações de cristão cheio de dedos com a instituição católica e pus meu celular para carregar, enquanto fui cumprir parte de um novo ritual que me impus( rs_)

A noite gélida tornava cada minuto meio como se fosse eterno. Pessoas chegavam, vinham até mim , diziam que eu era um homem feito, que de certa forma me parecia muito com o meu pai, lembravam de historias da minha tia, e o corpo estava lá pra quem quisesse dar uma ultima olhada. No momento em que vi minha tia e fiz o sinal da cruz, sei que era uma despedida, e que não tinha nada que eu pudesse fazer, que as lembranças boas eram realmente o que eu precisava manter dessa historia, e meio assim que eu desenvolvi um mecanismo de defesa pra aceitar que eu não teria mais minha segunda mãe, uma mulher que é tão responsável pelo que sou hoje em dia, como minha mãe e o meu pai são. Chegou a madrugada e fomos para o hotel da cidade para dormir, tinha passado uma madrugada ridiculamente mal dormida e estava ridiculamente cansado. Acordamos no outro dia por volta da seis, as costas em farrapos por causa da cama do inferno e pouco depois estava de volta ao velório. Fui até minha tia, e estavam fazendo uma espécie de circulo de oração. Rezei e quando olho pro lado, vejo que meus sogros , irmãos de minha namoradinha do prézinho , Tanize estavam por lá. Calma que explico. A avó de Tanize , mãe de minha sogra é madrinha do meu padrinho, Mundo pequeno e cerca de trinta anos depois, calha de eu estudar com a menina na mesma escola e sem saber de nada, viramos namoradinhos. Hoje Tanize é biomédica e muito bem casada, e ficou uma mulher belíssima.

Rezamos mais, e a Suprema da funerária chegou. Cinco homens pegaram em um pedaço do caixão, o ultimo pedaço da alça foi reservado pra este que vos bloga. Impossível descrever o que senti no exato momento em que segurei na alça do caixão. Um misto de surpresa, angustia, sensação de estar amadurecendo em segundos e sem sombra de duvida, tristeza. Pois eram os últimos minutos que eu sentiria a presença física dela. E a enterramos. Com o coração apertado, mas de certa forma conscientes de que fizemos o que dava.

Voltei para casa, e meu pai foi passar a noite com meu tio. A primeira noite que meu padrinho iria passar sozinho na casa. Foram ai que os problemas começaram de certa forma. Minha prima, filha de meu outro tio, era uma espécie de filha não oficial de minha tia Antonia . Minha  tia disse , sabe-se lá o porque , que tudo que lhe pertencia, seria de minha prima após a morte dela. Qual a primeira atitude de minha prima? Exigir, sim, exigir tudo o que lhe “ pertencia”. Tocou meu padrinho de sua casa e se pos a fazer o  diabos pra chamar a atençao. Ainda que seja pirraça de uma criança nazi, dá pra entender que foi alguém que perdeu sua figura central de referencia. Uma menina que perdeu sua mãe. Ela até hoje não aceita bem a noticia, e o seu desempenho na escola assimilou-se a uma tragédia desde então.

Se não fosse só isso, tem o meu pai também. Isso eu falo depois

Escrito por Mário às 23h41
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Então

O Mario continua sendo uma pessoazinha bem diferente agora. Quer dizer na essencia continuo sendo aquela mesma lastima tao divertida que sempre fui, mas se há uma palavrinha que eu posso dizer em minha defesa é que estou vivo. Vivo como talvez eu acho que nunca fui, sentindo todo o sangue que tenho no corpo circular, meio que decidido e bem mais forte do que era. Foram dois meses de muitas mudanças. Morte, decepção, frustração, gargalhadas de puro escárnio , redenção e amor. Estes meses da minha vida dariam um filme.... vou contando aos poucos

Escrito por Mário às 13h01
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Back?

Bom, uma das principais razoes de eu ter dado um tempo nesse treco aqui é por nao ter mais o que falar alem dos outros motivos que listei, mas acho que agora tenho o que falar aqui.

Escrito por Mário às 12h55
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