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das certezas que eu nunca tive
o fato é que este blog - nao seriam todos os blogs ? - tem uma tendencia mais do que tediosa de se tornar um muro de lamentações do que tudo de errado ou de certo que acaba acontecendo em minha vida. eu odeio me lamentar, na mesma proporçao em que odeio aparentar um otimismo que sei que nao é meu. este ano não foi um ano bom que nem o ano passado, definitivamente. entretanto eu nao pretendo dar nome aos bois, culpando seres humanos pelo meu fracasso pessoal. alias vou culpar um ser humano, pela minha latente incapacidade de ser pratico quando eu realmente preciso ser , este alguem é um tal de Mário César Cruz Pereira. Pragmatico, resmunguento, chorao, autopiedoso, babaca, medroso, insistente, monotematico, conspiratorio e imbecil. Esse cara me tomou seis meses da minha vida nesse ano, me impedindo de acordar todas as manhãs e ver que a grama continuaria sendo verde querendo ele ou nao. Esse cara insistiu no que nao tinha razao de ser por tempo demais e tornou uma situação babaca um imenso tormento. Entretanto, esse cara decidiu ficar quieto por um pouco. Quem sabe pra sempre, e me deixar viver as situações pelo tempo que elas durarem, nem mais e nem menos. Certezas daqui pra frente? Nada é eterno, cara.
Escrito por Mário às 19h41
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sem culpa sem remorso sem medo sem travas sem sensação besta de eterno retorno sem expectativa nenhuma sem dor sem tristeza sem apego ao que passou sem vontade de insistir no inisistivel sem rancor sem nada, desarmado
infinitamente feliz
liberdade, doce e maravilhosa liberdade
como eu tava te negligeniando !
nunca mais faço isso
é isso
Escrito por Mário às 23h53
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sorria , respire , ande
Escrito por Mário às 17h09
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post de baixo e post de cima ..... rs
Escrito por Mário às 22h10
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Olho pra cima, e vejo que ela me olha da mesma maneira. Serena como sempre, no entanto não sorri e me aponta com a mão para um canto que não estou conseguindo enxergar direito. Era a amiga da minha irmã. Nossos olhares se cruzam, e sem eu dizer sequer uma palavra ela desata a chorar. Com a minha cara mais amassada de sono, tento não me render a vontade de trucidar esta ordinária e me sento do lado dela pra saber o que exatamente aconteceu nessa noite, Nina fecha a revista e passa a analisar toda a situação.
Olho Vânia de cima a baixo, respirando fundo pra não dizer todo o arsenal de palavras feias que eu conheço da língua portuguesa, e com a maior calma do mundo – ainda que fabricada , consigo perguntar:
- Não é tempo pra arrumar briga e nem nada, mas eu gostaria de saber o que aconteceu com a Marina nesta noite.
-...
- Você ficar calada não me ajudará em nada, preciso saber o que minha irmã fez...
- Você deve me odiar, né?- esboça um sorriso amarelo
- Não foi exatamente isto que eu te perguntei.
- Bom. Passamos a tarde de ontem bebendo. Chegamos um pouco depois da hora do almoço em um destes quiosques a beira mar, e começamos a beber um pouco. Uns caras chegaram quase no começinho da noite e nos chamaram pra ir a casa deles. Eu tinha um pouquinho de anfetamina comigo, e chegando lá os caras nos deram maconha.
- Sei.
- Começamos a entrar no clima , a relaxar com os baseados e eu tomei uma bola pra despertar. Acho que era um Femproporex, de 45 MG. Ela quis também, estávamos tomando. Todas as meninas do grupo tomam.
- Sei.
- Ela ficou pedindo mais , disse que queria chegar no céu. Que tudo o que mais queria era ficar doida pra ver se ia pra outro mundo. Eu não dei mais nenhum, mas ela roubou um da minha bolsa.
- E então?
- Fui na cozinha da casa dos caras pra pegar um pouco mais de vodca, e ela tinha aberto uma anfetamina e estava separando o pó em carreiras. Um medidor de rum até a medida com quase uns meio litro de bebida. Um cartão telefônico entre os dedos, e separou tudinho como se fosse uma profissional – e ri maniacamente, o que me faz ter vontade de esganar ela.
Nina olha tudo com uma expressão de horror e nojo que não poderia ter sido mais sincera, e decide participar mais ativamente da conversa, o que me deixa mais feliz por ter finalmente ter ela de volta:
- E daí o que aconteceu com ela, Vânia?
- Ela começou a espumar que nem um cachorro com raiva, os caras jogaram ela na caçamba de uma picape, e viemos pra cá.
Decido sair de perto dela, e Nina vendo o meu dilema sai correndo e se junta a mim. Passam das dez da manhã e começo a sentir fome, e eu e ela saímos atrás de uma padaria ou lanchonete que pudesse nos vender algo. Saímos andando pela orla marítima , e quando menos percebo estamos sentados em uma mureta observando o ir e vir das ondas do mar. Olho pro lado, e vejo que Nina me observa com um encantamento que não me lembro de ter visto nos olhos dela, me olha com uma espécie de admiração que chega a ser inibidora. Vejo que o óculos dela está um pouco torto, tiro a pequena armação de aço do pequeno rostinho dela e começo a passar meu nariz por cada ponto da face dela. Sentindo cada pequena coisa que ainda não tinha percebido, o nariz mais arrebitado, a orelha , sentindo o cabelo que tem um cheiro ótimo, passando os braços por cada parte das costas dela, ouvindo o ir e vir das ondas. O olhar dela me transmite prazer sincero e inocente. Passo o meu lábio superior sobre a boca dela. Ela sorri com os olhos e tenta morder minha boca. Por cinco ou seis vezes, eu consigo desviar. Até que ela consegue pegar.
Fingindo uma dor que nunca pretendi que soasse real, peço pra ela soltar. Com a metade da boca que não está mordendo a minha, ela diz que o preço pra que ela solte é que eu a beije. Concordo, e começo a delicadamente massagear a língua dela com a minha. Percebo que cada centímetro do corpo dela está aos meus pés, e continuo beijando. Meio como se não esperasse mais nada da vida, como se eu tivesse esquecido que estou morrendo de fome e de sono. Eu não posso ficar longe dela por mais nenhum minuto, todo o tempo que eu não fiquei com ela, só me fez lembrar de como eu precisava de cada pedaço dela perto de mim. Ela tem que ser minha esposa.
Escrito por Mário às 22h10
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Cap.26
Passam um pouco das oito e meia da manhã quando estamos passando pelo pedágio da rodovia que liga São Paulo ao litoral sul. Durante a trajetória, eu botei Nina mais ou menos a parte dos acontecimentos, e ela está mais acordada do que nunca , graças a carga de adrenalina que eu despejei nela pra começarmos o ano bem. Ela aparenta apreensão na mesma medida em que parece estar racionalizando cada informação que eu passei:
- Breno?
- Oi.
- Desculpa eu estar falando, mas pelo tipo de informação que te deram e que você me repassou , eu estou suspeitando que ela teve overdose.
- Sabe Nina? Eu estou pensando no mesmo tipo de coisa.
Chegamos ao hospital após pegar um dos menores trânsitos que eu já vi na Imigrantes. Todos os faróis pela nossa frente estão verdes, e o começo do ano aqui no litoral é exatamente da mesma maneira de sempre. Gente pela rua tentando achar o rumo de casa, muito lixo pela calçada, gente pela rua dormindo aonde dava, alguns comerciantes lavando a calçada dos seus estabelecimentos e o hospital. Estacionamos o carro na calçada em frente, e com uma calma totalmente forjada , vou subindo os degraus que separam a rua do balcão de atendimento. Por mais que eu não tenha pensado nisso durante toda a viagem, não posso deixar de repassar cada cena do dia do acidente dos meus pais, e tampouco posso negar que estou morrendo de medo de viver tudo isto mais uma vez.
Digo que sou irmão dela, e me mostram um corredor aonde posso falar com o clínico geral que está no plantão. Digo que sou colega de profissão, o que nestes casos sempre acaba se revertendo em uma vantagem. Ele me explica a situação. Fizeram alguns exames de sangue nela, alguns dos testes de praxe pra este tipo de caso, e encontraram em quantidades exageradas tanto álcool, quanto algum THC – advindo de maconha, e muitas anfetaminas. Para bom entendedor, meia palavra basta. Overdose, e das boas.
Se o atendimento é feito a tempo e de uma maneira racionalizada, é questão de efetuar uma lavagem estomacal, alguns remédios preventivos e acompanhar o caso mais de perto. Pelo que dá pra entender, não é o que poderíamos dizer uma situação irreversível. Volto pro saguão de entrada, e vejo Nina sentada lendo uma revista que alguma alma teve a boa vontade de esquecer por lá. Parece estar bem, sem muitas dificuldades de se manter desperta. Na primeira manhã das trezentas e sessenta e cinco que temos pela frente, pelo menos neste hospital tudo parece estar calmo. Encosto do lado dela e quando menos percebo o sono já tinha me vencido.Com a delicadeza de sempre, ela encosta minha cabeça no casaco branco que vestia, improvisando um pequeno travesseiro. Cerca de uma hora depois, sinto os dedos dela passarem por meu cabelo, é a maneira dela dizer que eu tinha que acordar.
Escrito por Mário às 22h10
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minha teimosia é uma arma pra te conquistar !
Escrito por Mário às 20h02
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Wouldn't It Be Nice
Beach Boys
Composição: Brian Wilson - Tony Asher
Wouldn't it be nice if we were older Then we wouldn't have to wait so long And wouldn't it be nice to live together In the kind of world where we belong
You know it's gonna make it that much better When we can say goodnight and stay together
Wouldn't it be nice if we could wake up In the morning when the day is new And after having spent the day together Hold each other close the whole night through
Happy times together we've been spending I wish that every kiss was never ending Wouldn't it be nice
Maybe if we think and wish and hope and pray It might come true Baby then there wouldn't be a single thing we couldn't do We could be married And then we'd be happy Wouldn't it be nice
You know it seems the more we talk about it It only makes it worse to live without it But let's talk about it Wouldn't it be nice
Wouldn't It Be Nice (tradução)
Beach Boys
Composição: Indisponível
NÃO SERIA LEGAL
Não seria legal se nós fossemos mais velhos Então nós não teríamos que esperar tanto E não seria legal se vivessemos juntos Em algum tipo de mundo em que nós pertencemos
Voce sabe que vai ser muito melhor Quando pudermos dizer "boa noite" e ficar juntos
Não seria legal se pudéssemos acordar Na manhã de um dia novinho em folha E depois de termos passado o dia juntos Ficaríamos abraçados a noite inteira.
Tempos felizes tempos passado juntos Eu queria que todo beijo fosse interminável Não seria legal
Talvez se pensarmos, desejarmos, esperarmos e rezarmos Isso se torne realidade Então baby não teria nada que não conseguiríamos fazer Nós poderíamos casar E então seríamos felizes Não seria legal
Voce sabe que quanto mais conversamos Pior fica viver sem você Mas vamos conversar Não seria legal
Escrito por Mário às 14h41
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eu juro que se um dia conseguir entender 1/2 de um neuronio da psique humana, escrevo um livro e doo todo os lucros pra fundação de beneficio dos lesados mentais. sem mais, nesta
Mário - o seu blogueiro desmotivado
Escrito por Mário às 13h06
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Estrelas
Ludov
Composição: Habacuque Lima / Vanessa Krongold
Eu sei, você já parou de contar as estrelas do céu E eu não, eu não posso mais te ajudar a dizer onde estão Seu olhar pesado me prende ao solo E eu sei, eu não posso mais flutuar entre estrelas do céu que você apagou
Falta um pouco de luz nos seus olhos e me dá saudade o seu rosto brilhando ao sol Falta um pouco de amor no seu corpo e eu não posso te dar pois em mim faltará também
Talvez, se a gente encontrasse um lugar pra recarregar nosso amor então, quem sabe eu pudesse enxergar vida no que nos restou e essa estrela morta brilharia um sol Meu bem, o pouco que eu posso te dar É tudo o que eu já te dei e que não te bastou
Falta um pouco de luz nos seus olhos e me dá saudade o seu rosto brilhando ao sol Falta um pouco de amor no seu corpo e eu não posso te dar pois em mim faltará também
Eu sei que você vê tudo o que eu faço Eu sei que você lê tudo o que escrevo Escrevo pra você
ah , a empatia !! :D
Escrito por Mário às 16h40
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só falo uma coisa : eu quero um arco iris agora.... chega de nuvem negra em cima de mim.
Escrito por Mário às 17h16
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mudando o barraco
a vida passa muito rapido, e se a gente nao parar pra curtir ela acaba e a gente nem ve ..... um beijo pra todos , obrigado pela força e pela energia positiva e negativa..... e nao sei quando volto aqui nao, mas pelo menos joguei uma mao de tinta pra dar um ar diferente nessa bagaça
Escrito por Mário às 17h15
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tudo ainda pode ser diferente ....nao vai ser agora tenha certeza disso, mas tudo será diferente quando nao tivermos mais limites um para o outro, melhor dizendo , um limite só: a morte nos separando. era disso que eu tava falando o tempo todo. era isso que eu queria. e mesmo eu nao querendo admitir isso , é isso que eu ainda quero. mas nao vou tomar nenhuma atitude que eu nao tiver certeza do que vai estar me esperando. de suposição nao se faz nada, minha cara. certezas é o que precisamos.
Escrito por Mário às 11h44
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vivendo e aprendendo. esse é o mote.
Escrito por Mário às 20h51
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raiva santa
desde pequeno a gente é acostumado a nao demonstrar em publico sentimentos dito negativos como raiva e tristeza, pois julgarem nao serem coisas que possam vir a acrescentar algo no que chamamos de crescimento pessoal. nestes dias eu tou cheio dessas coisinhas dita negativas e devo dizer que não sei se sentir uma raiva tao destrutiva a ponto de querer matar o primeiro fdp que cruzar na sua frente é uma coisa negativa. a palavra ai é como direcionar estes sentimentos negativos pra algo maior. sentir raiva eterna , deitar nos braços patéticos da autopiedade é uma coisa facil demais e isso sinceramente eu fujo. nestes meus dias de furia, eu tenho tentado direcionar minha raiva ( e olha que é muita) pra produção. escrever qualquer coisa, tentar ler algo diferente, tentar estabelecer planos pra breve e pra nao muito breve e tentar mais uma vez ter tudo o que eu tive, mas tentar de outra forma.... em outro lugar...em outro tempo. posso estar sendo desagradavel e repetitivo, mas foda-se, eu tenho o direito de me sentir com raiva.... assim , eu vou saber direitinho como me comportar quando tudo estiver bem de novo. Eu e mais eu , desta vez. Mas é a vida.
Escrito por Mário às 20h50
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